DICAS DE SAÚDE

Após 18 anos, novo remédio para Alzheimer é aprovado



11/06/2021


Após 18 anos, um novo remédio para o tratamento da Doença de Alzheimer foi aprovado pela Food and Drug Administration (FDA), órgão regulatório dos Estados Unidos, similar à Anvisa. De acordo com o comunicado divulgado no site da FDA no último domingo (6), o medicamento aducanumabe foi aprovado pela via de "Aprovação Acelerada".

Essa via de aprovação do FDA acontece quando a agência aprova um remédio para alguma doença grave ou para um quadro que traz risco à vida e fica evidente para o órgão regulatório que o medicamento pode fornecer benefícios terapêuticos significativos para além das incertezas sobre os seus benefícios clínicos.

A farmacêutica responsável pelo aducanumabe já entrou com pedido de liberação para uso do medicamento no Brasil, mas ainda não há previsão de autorização.

Aprovação sob atenção

Em 2019, os testes com o medicamento chegaram a ser interrompidos depois que os ensaios com três mil pacientes constataram que tanto a aplicação do remédio quanto dos placebos não produziu efeitos.

A farmacêutica responsável pelo medicamento, porém, aumentou a dosagem das aplicações após a análise dos dados e concluiu que o aducanumabe conseguiria diminuir a demência em pessoas com Alzheimer.

O FDA, então, realizou uma consulta a estudos e a pacientes e concluiu que os benefícios do medicamento sobressaem os riscos.

Além de ser o primeiro medicamento aprovado para Alzheimer em quase duas décadas, o aducanumabe é o primeiro remédio direcionado para a redução de placas beta-amiloides no cérebro. Ensaios clínicos feitos com o aducanumabe mostraram que, ao diminuir essa formação de proteínas no cérebro, é possível reduzir, também, de forma significativa, a demência.

É esperado que o medicamento seja usado em pacientes com Alzheimer inicial, com diagnóstico fechado da doença, entre 60 e 70 anos. O custo do remédio deve ser, ainda, bastante elevado: na casa dos milhares de dólares. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 50 milhões de pessoas convivem com a demência em todo o mundo. Dessas, 60% a 70% são uma consequência do Alzheimer.




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